Rio Preto está mergulhada em uma crise de saúde pública. A cidade enfrenta uma severa epidemia de dengue, sobrecarregando o sistema de saúde e causando longas esperas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Pacientes relatam esperar até 8 horas para receber atendimento médico adequado, exacerbando a sensação de desespero e frustração na população.
Crise administrativa
Para piorar a situação, uma crise administrativa emergiu com a abertura de uma sindicância, que vai investigar denúncias que indicam uma suposta prática de “operação padrão” por parte de um pequeno número de médicos, limitando o atendimento a um número menor de pacientes por hora. O prefeito recém-eleito, Fábio Candido, determinou a abertura de uma sindicância para apurar os fatos e investigar possíveis irregularidades nas jornadas de trabalho dos médicos e na demora no atendimento.
Segundo a prefeitura, duas médicas foram afastadas. Um áudio vazado de um grupo de médicos, anexado ao processo de investigação, revelou uma médica discutindo uma possível estratégia de diminuir o ritmo de atendimentos:
“É só todo mundo atender três por hora, independente se está no corujão, se está cedo, se está no apoio, vai deixando acumular. Deixa acumular, vira uma bola de neve, porque se o diurno atender só três por hora, chega o noturno e atende 20 por hora, daí não vai compensar, não vai valer de nada o que a gente está tentando fazer, entendeu?”
A prefeitura informou que irá apurar os fatos. Sobre a demora nos atendimentos, a administração está ampliando os horários de atendimento para tentar lidar com a demanda crescente, mas a crise de dengue continua a sobrecarregar o sistema de saúde local. Em 2024, Rio Preto registrou mais de 32 mil casos confirmados de dengue, e em 2025, os números continuam elevados, com mais de 300 casos confirmados e mais de 4 mil em investigação.
Detentos auxiliam na limpeza da cidade
Para enfrentar o surto, o município implementou um mutirão de limpeza, incluindo presos do regime semiaberto para auxiliar na eliminação de focos do mosquito. A colaboração visa combater a proliferação do Aedes aegypti e conter a epidemia. A GCM supervisiona os recuperandos durante o trabalho.